
Um computador com acesso à internet e um telemóvel. Tudo o que é necessário para trabalhar nos dias de hoje. Poderá ser paradoxal, mas actualmente é perfeitamente possível ter uma empresa sem realmente a ter (fisicamente, claro está…). O princípio que rege as empresas do século XXI é o seguinte: “Não interessa onde trabalhas, o que interessa é se trabalhas bem”, ou simplificando: “Não interessa onde fazes, mas o que fazes”. Ora, esta nova filosofia, baseada na racionalização de custos e numa maior eficiência dos processos de trabalho, aproveitando as novas tecnologias, representa uma excelente oportunidade para as empresas potenciarem os seus negócios no actual contexto económico desfavorável.
Empresas como a Amazon e a Easyjet foram visionárias neste domínio e conseguiram provar ao mercado que a virtualização de serviços não implica necessariamente uma despersonalização dos mesmos. O segredo está na capacidade de resposta e na orientação para as necessidades dos clientes. Quantas empresas não complementam a presença virtual com a presença física? Um caso recente de sucesso é a empresa LentesdeContacto.pt. Iniciou a sua actividade com uma loja online, com o apoio de um escritório virtual para suporte administrativo ao nível do atendimento telefónico e gestão da correspondência. Aproveitando a visibilidade que adquiriu na internet, a empresa abriu este ano uma loja de rua no centro de Lisboa, potenciando ainda mais a marca “LentesdeContacto.pt” e diversificando eventualmente a sua actividade no ramo da óptica. Esta mesma empresa poderá adoptar a mesma estratégia em qualquer parte do mundo, bastando que tenha garantido o suporte inicial de um escritório virtual.
Da mesma forma que este artigo está a ser escrito numa esplanada para ser enviado por email para redacção do jornal dentro de 15 minutos, o mesmo poderia acontecer com a elaboração de um relatório financeiro ou de marketing para ser partilhado com os meus colaboradores. A dificuldade reside muitas vezes na necessidade de haver um espaço físico para as equipas reunirem, bem como na qualidade que é exigida ao nível do atendimento telefónico e gestão administrativa. Muitos dos profissionais que têm uma empresa “sem realmente a terem” utilizam actualmente serviços de secretariado à distância e soluções de escritório virtual prestados por Centros de Negócios, concentrando-se no seu “core” e desenvolvendo a sua actividade com custos controlados.
Este Tema foi apresentado na 2ª Edição do Ignite Portugal
Ver apresentação aqui:
http://www.slideshare.net/espacoavila/avila-business-center-ignite-portugal
Blog Ignite Portugal:
http://www.igniteportugal.blogspot.com/
Artigo publicado no Jornal OJE:
http://www.oje.pt/suplementos/espacos-de-negocios/opiniao/como-ter-uma-empresa-sem-realmente-a-ter


