Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Como ter uma Empresa sem realmente a ter


Um computador com acesso à internet e um telemóvel. Tudo o que é necessário para trabalhar nos dias de hoje. Poderá ser paradoxal, mas actualmente é perfeitamente possível ter uma empresa sem realmente a ter (fisicamente, claro está…). O princípio que rege as empresas do século XXI é o seguinte: “Não interessa onde trabalhas, o que interessa é se trabalhas bem”, ou simplificando: “Não interessa onde fazes, mas o que fazes”. Ora, esta nova filosofia, baseada na racionalização de custos e numa maior eficiência dos processos de trabalho, aproveitando as novas tecnologias, representa uma excelente oportunidade para as empresas potenciarem os seus negócios no actual contexto económico desfavorável.
Empresas como a Amazon e a Easyjet foram visionárias neste domínio e conseguiram provar ao mercado que a virtualização de serviços não implica necessariamente uma despersonalização dos mesmos. O segredo está na capacidade de resposta e na orientação para as necessidades dos clientes. Quantas empresas não complementam a presença virtual com a presença física? Um caso recente de sucesso é a empresa LentesdeContacto.pt. Iniciou a sua actividade com uma loja online, com o apoio de um escritório virtual para suporte administrativo ao nível do atendimento telefónico e gestão da correspondência. Aproveitando a visibilidade que adquiriu na internet, a empresa abriu este ano uma loja de rua no centro de Lisboa, potenciando ainda mais a marca “LentesdeContacto.pt” e diversificando eventualmente a sua actividade no ramo da óptica. Esta mesma empresa poderá adoptar a mesma estratégia em qualquer parte do mundo, bastando que tenha garantido o suporte inicial de um escritório virtual.
Da mesma forma que este artigo está a ser escrito numa esplanada para ser enviado por email para redacção do jornal dentro de 15 minutos, o mesmo poderia acontecer com a elaboração de um relatório financeiro ou de marketing para ser partilhado com os meus colaboradores. A dificuldade reside muitas vezes na necessidade de haver um espaço físico para as equipas reunirem, bem como na qualidade que é exigida ao nível do atendimento telefónico e gestão administrativa. Muitos dos profissionais que têm uma empresa “sem realmente a terem” utilizam actualmente serviços de secretariado à distância e soluções de escritório virtual prestados por Centros de Negócios, concentrando-se no seu “core” e desenvolvendo a sua actividade com custos controlados.

Este Tema foi apresentado na 2ª Edição do Ignite Portugal
Ver apresentação aqui:
http://www.slideshare.net/espacoavila/avila-business-center-ignite-portugal
Blog Ignite Portugal:
http://www.igniteportugal.blogspot.com/
Artigo publicado no Jornal OJE:
http://www.oje.pt/suplementos/espacos-de-negocios/opiniao/como-ter-uma-empresa-sem-realmente-a-ter

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Back to Basics


A Conferência anual da Workplace Trends, realizada este mês em Londres, teve como tema central “Back to Basics – Survival & Recovery”. Face à actual conjuntura económico-financeira, esta abordagem não podia ter sido mais pertinente. O dilema actual das empresas, que, por um lado procuram ser competitivas e garantir bons níveis de excelência e, por outro, desenvolvem planos de contenção de custos para fazer face à recessão, tem sido objecto de uma forte discussão nos últimos tempos, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Citando o Relatório da consultora Jones Lang Lasalle - Lisbon Office Overview: 2º trimestre 2009 – “No final do 2º trimestre de 2009, o mercado de escritórios de Lisboa revelou resultados pouco animadores: comparativamente ao 1º semestre de 2008, assistiu-se a um decréscimo acentuado de actividade, deixando prever um final de ano com valores de absorção que dificilmente poderão atingir os alcançados em anos recentes”.
Na área do arrendamento de escritórios, as empresas têm revelado uma tendência para espaços de menor dimensão, seguindo políticas de downsizing e ajuste da estrutura às novas condições de um mercado ainda sem sinais de recuperação.
À semelhança do que se verifica noutros países europeus, as empresas portuguesas têm estado atentas a novos modelos de funcionamento e organização, recorrendo a serviços prestados por Centros de Negócios, nomeadamente o Escritório Virtual e o arrendamento de escritório com base em contratos flexíveis e soluções “chave-na-mão”(...)

Ler artigo completo aqui (Jornal OJE)